Novos médicos do Brasil serão obrigados a atender no SUS

terça-feira, 9 de julho de 2013


Os estudantes que ingressarem nos cursos de Medicina a partir de janeiro de 2015 terão um novo período de formação. A proposta de inclusão de um ciclo de dois anos a mais, para a atuação na atenção básica da rede pública e serviços de urgência e emergência, foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff, ontem, durante o lançamento do Pacto Nacional pela Saúde - Mais Hospitais e Unidades de Saúde, Mais Médicos e Mais Formação. A medida vale para faculdades públicas e privadas.

Com o objetivo de melhorar a oferta de médicos no País - nas áreas mais carentes, em especial no Norte e Nordeste, e nas cidades do Interior - e a formação dos profissionais, a mudança está prevista na medida provisória (MP) a ser apreciada no Congresso Nacional, que institui o programa Mais Médicos. O Conselho Nacional de Educação ficará responsável por regulamentar a decisão e definir diretrizes do que o governo chama de segundo ciclo, em até 180 dias.

Durante esse período de experiência adicional no Sistema Único de Saúde (SUS), os estudantes permanecerão com vínculo as suas instituições de ensino, contudo, custeados por meio de bolsa do governo federal, com autorização provisória para exercício da Medicina. Somente após os dois anos de atuação em um serviço de atenção básica e de urgência e emergência, o profissional poderá ter o seu registro definitivo de médico.

De acordo com o Ministério da Saúde, esse período do curso poderá ser aproveitado como uma das etapas da residência ou pós-graduação, caso o profissional opte por uma opção de especialização do ramo da atenção básica. Com essa alteração no currículo, a expectativa é que entrem 20,5 mil médicos na atenção básica em 2021. O modelo foi inspirado em países como Inglaterra e Suécia.

Ainda conforme o Ministério, o programa Mais Médico tem como iniciativa, também, a criação de mais 11.447 novas vagas de graduação em Medicina até 2017, diminuindo a carência de médicos, especialmente nas regiões mais carentes. "O segundo eixo do Pacto Nacional pela Saúde é o investimento na formação de médicos. Vamos priorizar especialidades como pediatria, ginecologia, oncologia", ressaltou em seu discurso a presidente Dilma Rousseff. (DN)

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